quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Fingir é um ato falho.


"Te ver e não te querer/ É improvável, é impossível/ Te ter e ter que esquecer/ É insuportável, é dor incrível"

Fingir é um ato falho.
De que adianta fingir que não gosto de você, se todos vêem o contrário.
De que adianta fingir que na tua presença minhas pernas não ficam bambas.
Quando estou com você pareço burra como uma porta, fazendo uso somente de recursos monossilábicos.
É que não consigo articular minhas idéias,
Por mais que eu tente, tua presença é tão marcante em mim, que fracasso em cada tentativa.
Qualquer lugar com você é maravilhoso.
A paixão que sinto é como fogo duradouro, que inflama a cada vez que te vejo.
Por mais inatingível que seja, desperta em mim os sentimentos mais contraditórios.
Não sei como lidar com eles.
É como se estivesse aprendendo a engatinhar novamente.
É tudo tão difícil de sentir quanto mais explicar.
Nunca me declarei por mais vontade que tivesse,
Preferi me manter escusa.
Uma tentativa poderia acarretar em erro e não estaria preparada para isso.
Hoje me retraio em minha covardia pensando que no dia em que terei ousadia.

2 comentários:

Nathália von Arcosy disse...

se vc escreve assim mesmo com as idéias embaralhadas, imagina quando as coisas estiverem no lugar. Lindo!

Cada dia melhor, Hari.

Vanessa disse...

Faço minhas as palavras da Nathália. Eita.