domingo, 28 de dezembro de 2008

Saia


Saia do meu quarto

Saia da minha vida

Saia do meu corpo

Saia sem levar meus pedaços contigo


Já não consigo mais dizer não

A boca balbucia palavras sem som

E quando finalmente pronuncio algo

Você fingi não ouvir

Permanece em seu desejo insano

Desse jeito não resisto

Vou mandar você entrar para não mais dizer adeus

Fica decretado


Fica decretado que agora vale o que sinto

Que a partir deste instante

Todos os dias da semana pensarei em você

Inclusive nos finais de semana vividos em família


Fica decretado que a maior dor

Sempre foi e sempre será

Não poder estar com quem se ama


Fica decretado que nada será obrigado nem proibido

Tudo será permitido

Caminhar sozinha à noite

Passar a madrugada acordada

Tomar sorvete em dias chuvosos


Só uma coisa fica proibida

Amar sem amor

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

É Natal


Agradeço a todos que estiveram presente neste blog lendo meus simbólicos textos.

Lembrem-se: enquanto houver um sorriso de simpatia, um palavra de carinho, um pequeno gesto de amor, sempre existirá o Natal.


Desejo a todos: um feliz natal e um ano novo repleto de alegrias e realizações!


Natal é...

Uma ruptura com o apartheid social.

Em toda parte do mundo nasce e renasce o amor

Nos colocamos a serviço da justiça, do amor e da paz

Abrimos à porta do coração aos que sofrem

Perdoamos a quem nos feriu, nos ofendeu e nos machucou

Agradecemos a Deus o dom da vida


Natal é...
Mãos que se encontram;
Corações que se entrelaçam;
Inimigos que se abraçam;
Povos que se irmanizam...


Natal é...
Pensar que o menino Jesus é o melhor presente

É agradecer por mais um dia

É renascer em Jesus Cristo


Parabéns Jesus

Hoje é o seu dia!


sábado, 20 de dezembro de 2008

Ausência matirizante

Há tantas coisas a lhe dizer
Mas as palavras evaporam no ar
No extenso infinito que nos separa
Uma aguda dor alfineta meu peito
A tua ausência martiriza
Tuas palavras inauditas
Sempre presente em meus pensamentos
A tua pintura íntima
Acende a chama
Em meios a carícias descontroladas
Entrego-me ao insano
Desligo-me do real
E viajo rumo ao amor proibido
Arde e queima
Improvável
Despudorado
Corre o calor insuportável
Rompe o dia
É hora de se despedir
De quem apenas quer amar.

Respostas inexplicáveis

O ser humano busca resposta para tudo na vida. Para algumas perguntas ainda não há explicação, mas ainda assim permanece em sua caça insaciável. Seja para entender a si próprio ou até mesmo o seu próximo.

Este ser racional quer explicação para tudo; até mesmo para o que não há.

E quando as respostas encontradas não o satisfazem, uma vez que existe uma carência de definir algo coerente no próprio entender. Ele continua a saga.

Não importa o tempo que levará; precisa si compreender. Ainda que não saiba o que é tão angustiante. O que corrói o próprio ser, lateja e dói , dói tanto que pensa, por vezes, não suportar. O que grita por uma resposta. Existir antes de tudo. Significar algo para os outros.

Significar, existir, compreender-se, a cabo é o que o individuo busca, para esses conflitos, e tantos outros contraditórios, que, na maioria das vezes, vaga sem explicação.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

“A compreensão de que há outros pontos de vista é o início da sabedoria” (Chalés M. Campbell)

A liberdade de expressão e opinião é garantida ao homem pela constituição (artigo 19 - Declaração Universal dos Direitos Humanos), que inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentes de fronteiras.
Atualmente, fala-se muito sobre a importância de dialogar, de saber se expressar bem, e, principalmente, comunicar as idéias de forma clara. No entanto, é preciso também saber escutar. A arte de escutar para ter conhecimento do que está sendo falado e não repetir informações já ditas; a fim de compreender e respeitar as opiniões alheias e poder posicionar-se a respeito delas, para intervir na conversa no momento adequado, e com isso também aprender com as experiências das pessoas.
O homem no decorrer da vida constrói e amadurece suas idéias e opiniões. Logo, não é correto afirmar que a nossa forma de pensar hoje a respeito de algo será a mesma daqui a dez ou vinte anos. Contudo, é muito importante saber transmitir nosso ponto de vista e respeitar o dos outros. Posicionar-se a respeito de algo é natural, querer impor a opinião, no entanto, é completamente diferente e desumano.
Na verdade, um assunto pode gerar diversos pontos de vista, o que não significa que exista um correto e acima de todos os outros. Todos, sem dúvida, devem ser respeitados da mesma forma, independente de quem afirmou ou não. Se foi uma criança, uma senhora, um jovem, todos têm direito de se expressar e não sou eu quem afirmo isso, mas sim a constituição.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


Dor que desatina sem doer, como dizia Camões, ele bem me compreendia. Espero que não seja o único. Explicar as incompletudes do viver, do sentir, do existir. Esse amor que arde sem que ninguém veja, faz doer tanto; lateja, corrói, machuca. Não sei como lidar com isso. Talvez escrever seja a melhor forma para extravasar. Felicidade e tristeza caminham juntas em mim. Que contradição! Não pense que é neurose da minha cabeça, pois não é. Ou que leio muita literatura contemporânea e estou a viajar pela fragmentação do sujeito pós-moderno. Leio sim, um bocado, mas não a ponto de não ter certeza do que sinto. Muito pelo contrário, por meio dessas leituras, tenho compreendido mais as minhas ações, os meus queres, meus pensamentos. Não adianta fingir que não sou várias em uma só, nem mesmo negar minhas vontades perante uma sociedade hipócrita, que vive da aparência. Sou o que sou. Quem não gosta, paciência. Não pretendo mudar, por ninguém. Vontade não tenho de casar, ter filhos então. Penso que pôr alguém neste mundo violento precisa-se de coragem. E para isso, não tenho. Corajosa sou para andar de montanha russa, medo de altura nem em sonho. Enfim medo, para mim, é quase insignificante. De perder alguém querido, que eu me lembre só. De resto me aventuro sem pensar e, gosto, gosto demais. Tanto que me excita, transforma tudo em gostinho especial. Enquanto isso, vou vivendo minha vida, cercada de incertezas, incompletudes, inseguranças, mas feliz por cada dia mais aprender a conviver com essas várias Harianes, existentes em mim.