segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Consternada elucubração


Parecia ser apenas mais dia; comum a todos os outros, eu diria. Chuvoso ou ensolarado, que diferença faz. Se ao menos a chuva invadisse o meu eu, lavando tudo de ruim que há por dentro. Ou o sol iluminasse meus pensamentos, trazendo a alegria de um sorriso de bebê. Que nada, por dentro de mim nada existia. É como se a natureza não pudesse interferir. Em meio a essa tristeza rudimentar, os pensamentos foram rolando escala abaixo e, grudado neles, uma angustia, que sufocava tanto que, por vezes, quis gritar; ultrapassando o nível da força, quis chorar; também não consegui. Busquei paliativos coerentes, mas nada.
Sigo assim, fragmentada em várias partículas afastadas e contíguas ao mesmo tempo.
E em uma tentativa de me entender ou minimizar conflitos me perco dentro de mim mesma. Talvez não existam respostas para meus questionamentos, eu sei.
Porém, como todo indivíduo, prossigo a fim de tornar coerente minha incompletude existencial.

5 comentários:

Camila disse...

Gosto de ser particulas, pois assim posso mudar de forma sempre que eu achar conveniente.

Uma bela reflexão!

Parabéns.

Beijos

R.Vinicius disse...

O caminho é este; sempre se conhecer, conhecer o mundo, decifrar enigmas. O auto-conhecimento é a meta do caminho, não o destino. :)

Abraço,

R.Vinicius

Desabafos & Sonhos disse...

MIGA!ESSE PERIODO DA SUA VIDA TA TI FAZENDO UM BEM

Marcela' disse...

Já senti essa sensação de angústia que descreve.. Acho que o pior é tentar fazer um tour dentro de si mesma procurando respostas quando sabe que não existem, pelo menos por enquanto..
Apesar do sentimento ser de angustia, o texto ficou lindo!
baci.

RebecaC. disse...

sempre nos deparamos com um vazio que muitas vezes é inexplicável. as vezes é fase, na maioria das vezes. eu adorei o texto. ficou muito bom! parabéns. :)