sábado, 28 de março de 2009

Grande tormenta


A saudade atormenta
Sufoca, incomoda
Transforma encantadores sonhos em recantos vazios

É sentir o passado que não passou
Querer quem está perto e ao mesmo tempo longe

Tenho razão em sentir saudade
Nossa convivência em passeios lúdicos
O tempo teima em apagar

Robaste o meu coração
Porque fizeste isso e logo foste.
Enlouqueci de saudade
Dor mais grave que me corroeu
Sem prazo de saída, sem medida de exploração
O tempo passa,
a saudade fica

segunda-feira, 16 de março de 2009

Carta de amor


Querido amor! Poderia escrever um e-mail, mas sei que você não tem tempo de olhar todos os que recebe. Temi que ficasse bastante tempo arquivado, tornando-se assim só mais um na sua caixa de entrada. Então resolvi escrever uma carta mesmo. É mais pessoal, carregada de sentimento, não que o e-mail não seja, a carta é, ou pelo parece, ser mais íntima e, tenho certeza, lerá com mais carinho.

Sinto saudades. Como sinto. De cada momento junto de ti. Cada segundo compartilhado. Cada sorriso ainda que tímido. Tu sempre foste o meu amado, único e verdadeiro amado e sabes disso. Pena estar tão longe, como se a distância conseguisse distanciar meu pensamento de você. Deito-me na cama e sinto teu corpo junto ao meu. É como se nunca tivéssemos ficado longe um do outro. Sei que sente o mesmo em relação a mim. Pois, assim como eu, não conseguiu se entregar a ninguém de corpo e alma. Não da forma que nos amávamos. Não. Nos completávamos e isso não se encontra da noite para o dia. Pode levar tempo. Muito tempo. Talvez uma vida. Talvez nunca se encontre. Pensar nisso me dói. Mas o que dói mais é pensar que talvez não volte mais ao Brasil. A possibilidade de não ver-te me corrói o coração, emburaca a alma. Mesmo que de longe só uma vez. Uma única vez faça esse coração bater forte, acelerado, pulsando só pra você. Na verdade, o que queria mesmo era sentir você de novo. Abraçar-te contra o peito e colocar minha narina no seu pescoço, levando o seu cheiro e seu corpo para sempre comigo. Se não for pedir muito, gostaria de um beijo, algo que me fizesse ir às nuvens sem sair do chão. E assim tentaria seguir minha vida sem você. Ou largaria tudo para ir ao encontro do meu querido e eterno amor.


Com amor,


Luiza


quinta-feira, 12 de março de 2009

Trabalhar sem receber, pra quê?


Pela manhã cogita-se: hoje é dia de pagamento. Um diz daqui outro diz de lá. Após alguns momentos de indecisão e incertezas, os funcionários direcionam-se rumo ao administrador, que sem ter respostas a fornecer, pede tempo. Dez minutos depois: sim hoje é o dia, diz o administrador. A alegria é geral. Os funcionários não conseguem conter a emoção, comemorando, portanto, o recebimento do cheque antes mesmo de estar com ele em mãos.

Por volta das 15h, quase no horário de ir para casa, a euforia deu lugar a tristeza e a decepção. Sentiram-se tão infelizes quanto uma criança que sozinha não é contemplada com um presente de natal. Não demorou muito e, logo pensaram: é melhor desacreditar e receber do que esperar e nada ter. E assim foi-se mais um dia.

sábado, 7 de março de 2009

Você é...


Você é...

A brisa que bate no rosto logo pela manhã

A busca passageira da ilusão

A saudade de tudo que passou

Aquilo que o vento levou

Porém a dor continuou

Nos estilhaços, daquilo que era amor


Permaneço na espera dos sonhos

Quando te vejo

Como se fosse o começo

Do que era sentir-se correspondida

No infinito do melhor silêncio

Meu antigo amor, quero revivê-lo

domingo, 1 de março de 2009

Filha de Vênus

Impalpável

Terra de um delinqüente juvenil

Cuja pele é chuva acesa de fogos

No abismo, flutuo viva feito vulcão

Incendeia o coração, talvez paixão

O vento sopra fervendo as feridas

De corpos nus

Ruídos de amor

Labareda e um gozo sem fim

Respiro com vertigem

Carne, músculo e suor

Inteiramente tocada

Não importa o lugar do mundo aonde vá

Seja no deserto, no frio ou no calor tropical

A doce explosão da filha Vênus encontrarás